sábado, 30 de março de 2013

Pinturas Rupestres na Cidade de Iraquara-BA: Gruta Lapa do Sol do sítio Lapa Doce.



Fotografia: Jailton Santóz
        
 Por Jailton Santóz
“Se arte não fosse importante não resistiria desde a pré-história às tentativas de menosprezo.”
                                                                                                                                      Ana Mae Barbosa.

Em fevereiro de 2012 tive a oportunidade de conhecer o sítio arqueológico Lapa Doce aqui na cidade de Iraquara onde moro há quase dois anos. Acompanhado pelo meu irmão e alguns amigos que vieram de Salvador para conhecer a “cidade das grutas” pude fazer da minha pesquisa de campo para ingressar no mestrado um momento de lazer e descontração ao presenciar tanta novidade e curiosas imagens que observávamos ao entrar nas cavernas deste lugar incrível. Uma das coisas mais interessantes desta visita foi poder fazer diversas leituras das imagens que encontrávamos pela trilha, o pessoal comentava sobre as semelhanças estéticas criadas pelas formações rochosas com o cotidiano e eu sempre abordava a cerca dos elementos visuais compositivos de acordo com o fruir no ensino de arte. Foi um link perfeito, senso comum e senso científico gerando um diálogo tão rico. Logo depois da trilha, pedimos ao guia para conhecer a gruta Lapa do Sol, local onde eu iria encontrar o meu objeto de estudo: os vestígios da manifestação humana na arte primitiva, as chamadas pinturas rupestres. Infelizmente não foi possível conhecer neste dia a Lapa do Sol devido ao horário que se aproximava e aos possíveis riscos que poderíamos encontrar a final já era fim de tarde e chegando a noite não teríamos visibilidade ao entrar na caverna, por isso deixamos para outro dia.
No início de março de 2013 conheci a desejada gruta Lapa do Sol do sítio Lapa Doce devido às diversas ocupações que a profissão me reservou nos meses posteriores e também pelo tempo que ainda tenho para concluir meu projeto de pesquisa que deverá estar pronto em outubro deste ano. Desta vez cheguei ao sítio acompanhado por um amigo e colega de profissão Jacob Oliveira, licenciado em História e professor municipal de Seabra-BA que almeja ingressar no mestrado com a mesma linha de pesquisa que a minha.
Incrivelmente chegamos a uma única gruta que apresentava num grande painel exterior as mais lindas imagens de arte ancestral. Eu obviamente tremia de emoção ao fotografar as pinturas, unindo trabalho e satisfação, apreciando presencialmente um vestígio que há quatro anos venho abordando teoricamente em sala de aula sem ter tido a felicidade de ver de perto um registro tão rico como este para a história da arte que é parte da história do homem. Pude fazer várias relações entre arte pré-histórica e arte contemporânea, a manifestação humana na arte enquanto produção expressiva universal em tempos diversos, confirmando mais ainda o meu pensamento sobre arte, história e sua relevância para a vida, admirando e acreditando ainda mais no que prego nas práticas do meu ofício.
Agradeço a Claudia Lima, (uma das gestoras do sítio Lapa Doce) pelas informações sobre o local, pelas referências de outros pesquisadores da área. Agradeço a Jacob Oliveira pela parceria nesta jornada de estudo e aos demais amigos e parentes que me incentivam a continuar a caminhada da vida em trilhos fortes.


Fotografia: Jailton Santóz

Fotografia: Jailton Santóz

Fotografia: Jailton Santóz

Fotografia: Jailton Santóz







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