Imagem: Jailton Santóz
Por Jailton Santóz
A Gestalt, que é um dos ramos da psicologia que tem uma
função muito importante em relação ao desenvolvimento da percepção humana por
meio de imagens em que seu ponto chave é chamado de “Insight”, que se define
pelo modo como vemos, percebemos e decodificamos as especificidades das imagens
e o que elas representam. Este foi um dos temas trabalhados na disciplina
“Fundamentos Psicológicos da Educação” na Especialização em Docência do Ensino
Superior neste mês de setembro de 2013. Me apropriei das relações estéticas da
Gestalt para um diálogo em arte-educação e foi uma experiência muito
interessante.
Ao me deparar com as explanações em sala de aula, não tive
como não relacionar os objetivos da Gestalt (abordagens que eu já conhecia
desde a graduação) com a operacionalidade da fruição da imagem no ensino da
Arte. A final meu maior objetivo nesta especialização é a preparação para atuar
na formação de arte-educadores, e de forma muito positiva tenho conseguido
fazer alusões significativas do processo ensino/aprendizagem em arte com as
diversas disciplinas que tenho cursado. Tenho atingido bons resultados e
visibilidade perante os professores e colegas de turma.
No ensino da Arte nos deparamos com a apreciação da obra de
arte em uma das suas abordagens. O objetivo desta tarefa é proporcionar ao aluno um
desenvolvimento crítico em relação ao conhecer arte por meio da fruição da obra
de arte. Em especial nas artes visuais nos deparamos com a leitura estética de
imagens como: pinturas, desenhos, esculturas, fotografias, instalações... Neste
sentido procuramos aguçar a percepção do aluno em relação ao que ele vê em nos
elementos formais e subjetivos na imagem por meio de insights. Nesta
experiência desenvolvemos a educação do olhar para o que vemos em todos os
aspectos visuais, não apenas nas obras de arte, mas em tudo que é visual ao
nosso redor. Fruir arte é usufruí-la. É desfrutá-la. É a experiência da apreciação,
do olhar perceptivo, é o estágio de contemplação em que o aluno desprende suas
imaginações para decodificar, relacionar e compreender o que vê de forma
figurativa ou abstrata.
O ponto crucial deste pequeno discurso é deixar bem claro que
é possível e muito positivo poder relacionar outras áreas do conhecimento ao
ensino da arte. A disciplina de Arte em si possui uma riqueza muito grande em
relação aos seus conteúdos e abordagens, porem é construtivo ampliar horizontes
buscando paralelos entre arte e mundo. Nesse sentido a educação em arte além de
mostrar a sua relevância na construção mental e sensível das pessoas, contribui
também para o olhar sobre as coisas, para a percepção do que vemos, como vemos
e de que forma é possível abstrair e/ou relacionar
esse olhar. Embora Elliot Eisner, exponha o seu pensamento a cerca do
isolamento da arte na educação para que ela fique cada vez mais específica e
independente, eu penso que tudo tem seu espaço, tempo e lugar. Tudo é muito
relativo. O isolamento é preciso, é claro, mais ainda no Brasil. Conhecemos o
histórico do ensino da Arte e falar desse isolamento é imprescindível para que
tenhamos cada vez mais o retorno esperado e merecido em relação à disciplina,
mas quando construímos conhecimento em cima do que já é cognitivo, o intelecto
é sempre mais rico. Nesse sentido, a disciplina de Arte jamais perde o seu foco,
muito pelo contrario, os seus saberes passam por um processo de ampliação e o
conhecer arte se torna muito mais amplo.
Obrigado pela leitura e até a próxima discussão!
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